Aprovação formal de uma entrega pelo cliente ou responsável — corte, VFX, gradação, música. Sem aprovação, não avança para a próxima fase.
A aprovação determina se uma fase de produção está concluída ou se retorna para a sala de edição/correção. O cliente — seja o diretor, produtor ou representante do estúdio — analisa o material, dá feedback e sinaliza: aceito ou não. Nada avança sem essa liberação formal. Parece simples, mas na prática é um gargalo crítico, pois aqui as expectativas subjetivas encontram a realidade técnica.
No set, a aprovação funciona diariamente: o assistente de foco verifica a nitidez com o DIT, o assistente de câmera confere os arquivos de log, o diretor de fotografia acena ou balança a cabeça. Na edição, torna-se mais formal. O editor apresenta um corte bruto, o diretor dá pedidos de alteração, e então segue a próxima versão — até que a aprovação venha. Na colorização, a situação é semelhante: o colorista entrega seu primeiro passe de cor, a liderança (direção, produção) observa no monitor de referência, anota correções, e só quando a tabela de cores está correta é que o plano é liberado. Aprovações de VFX são frequentemente os processos mais longos: um plano com composição pode passar por 5 a 10 rodadas de iteração antes que o supervisor de VFX diga que é entregável.
Na prática, aprovação significa: definir critérios claros antecipadamente (técnica, estética, timing), registrar feedback, contar revisões e estabelecer prazos. Quem não define critérios de aprovação acaba em loops infinitos. Na edição, uma reunião de aprovação com pautas fixas ajuda. Para música, muitas vezes primeiro vem a aprovação temporária (com trilha sonora provisória), depois a aprovação do mix final. No masterização de DCP e conversão de espaço de cor, a aprovação é até juridicamente relevante — o distribuidor precisa assinar que a imagem atende aos seus padrões.
O erro mais comum: iniciar a aprovação tarde demais. Se fica claro após a terceira semana de edição que o diretor queria um ritmo completamente diferente, isso custa tempo e dinheiro. Melhor: ciclos de revisão curtos, aprovações regulares em marcos importantes e caminhos claros de escalonamento caso um líder não seja capaz de tomar uma decisão. Aprovação não é bloqueio — é estrutura.