Vara telescópica de carbono ou alumínio com 3–5 segmentos para posicionamento de microfone. Modelos em carbono como K-Tek pesam apenas 680g com 3,1m de extensão.
Detalhes Técnicos
Boom poles profissionais consistem em 3-5 segmentos telescópicos com fechos rápidos ou travas giratórias. Modelos de carbono como o K-Tek KE-110CC pesam apenas 680 gramas com 3,1 metros de comprimento, enquanto variantes de alumínio são cerca de 40% mais pesadas. A rosca do microfone é padrão 3/8"-16 UNC, e o roteamento interno do cabo evita ruídos de interferência de cabos externos. O punho é revestido com espuma antiderrapante ou cortiça, e a espessura da parede em tubos de carbono é tipicamente de 1-2 mm.
História e Desenvolvimento
Os primeiros boom poles surgiram na década de 1930 na RKO Pictures como simples hastes de madeira com microfones aparafusados. Em 1952, a Electro-Voice desenvolveu a primeira variante telescópica de alumínio. O avanço veio em 1987 com a introdução de boom poles de fibra de carbono pela K-Tek, que reduziram o peso em 60%. Desenvolvimentos modernos incluem sistemas internos de amortecimento de choque e mecanismos de liberação rápida, que se tornaram padrão desde 2010.
Uso Prático no Cinema
Em "Onde os Fracos Não Têm Vez" (2007), os irmãos Coen usaram deliberadamente boom poles mais longos de 5 metros para capturar acusticamente a vastidão da paisagem. Gravações com Steadicam exigem boom poles curtos especiais com menos de 2 metros, pois variantes mais longas podem entrar no quadro. Em cenas de carro, hastes curvas são usadas para microfonar através das janelas laterais. O tempo de trabalho típico de um assistente de som com um boom pole de 3 metros é de 6-8 horas diárias antes que sinais de fadiga afetem a qualidade da gravação.
Comparação e Alternativas
Em comparação com microfones sem fio (lapelas), o boom pole oferece som ambiente mais natural e sem falhas de rádio, mas requer pessoal adicional. Sistemas de rigging aéreos substituem boom poles em cenas estáticas, mas são menos flexíveis. Soluções híbridas combinam boom poles com transmissores sem fio desde 2015, permitindo que o assistente de som cubra distâncias maiores até a câmera. Em produções de baixo orçamento, braços de microfone de câmera são cada vez mais usados, mas restringem a liberdade de movimento.