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Boom
Som

Boom

Murnau AI illustration
schoeps cmit sennheiser 416 polar pattern hypercardioid

Vara articulada com microfone direcional na ponta — posicionada acima ou ao lado da cena. Padrão para captação de diálogos sem microfone visível no quadro.

O boom — uma haste rígida ou flexível de alumínio com um microfone direcional na ponta — é a ferramenta do técnico de som no set há décadas. Você o posiciona acima ou ao lado da cena, monta-o em um tripé ou pede a um operador de boom para segurá-lo. O objetivo: diálogos limpos sem a cápsula do microfone visível no quadro. Na maioria das produções com mais de 30 segundos, o boom é o padrão — ele te poupa da irritante redublagem ou de caras sessões de ADR na edição.

Na prática, você distingue entre o boom rígido tipo vara de pesca (geralmente de 1,5 a 4 metros, montável em guindaste ou jib) e o boom de som portátil com articulação ou leve flexibilidade. O operador o segura ligeiramente fora do quadro — 15 a 30 cm acima da cabeça do ator é a regra geral, dependendo da distância focal e do enquadramento. Quanto menor a distância focal (grande angular), mais espaço você precisa; com teleobjetivas, a situação fica crítica. A própria cápsula do microfone fica em um para-vento (Zeppelin ou Binder) — microfones condensadores expostos captam ruídos incômodos com uma brisa leve.

Eletricamente, você conecta o boom ao gravador via cabo para um transmissor sem fio ou diretamente na entrada XLR do gravador. O operador de boom funciona como seu braço estendido: ele acompanha movimentos, ajusta a altura, desvia de focos de luz e cuida de sombras projetadas. Isso exige resistência e sensibilidade — um operador cansado tremerá na quarta tomada, e o ruído do microfone se tornará um problema. O ganho de sinal é crítico: muito baixo e você terá ruído; muito alto e os picos serão clipados. A maioria dos profissionais opera com um nível médio de -12 dB a -6 dB no medidor do gravador.

Erros clássicos: boom muito longe (captando som ambiente), esquecer o para-vento (ruídos com ar em movimento) ou má preparação — se a câmera e o boom precisam se realinhar a cada nova tomada, isso custa tempo de filmagem. Em estúdio, o boom é a opção mais segura: ambiente controlado, distâncias constantes, resultado confiável. Em locação, a coisa fica mais complicada — vento, ruído de trânsito, espaços apertados podem tornar o uso do boom invisível impossível. Nesses casos, você recorre a microfones de lapela ou setups híbridos. Mas sempre que possível: o boom oferece direcionalidade e proximidade que nenhum microfone de lapela consegue.

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