Som artificialmente distorcido com ressonância teatral e eco, simulando alto-falantes ou sistema de PA. Usado em anúncios, shows e atmosfera de estádio.
Você conhece isso de qualquer filme de concerto ou drama de estádio: aquela voz artificialmente distorcida que parece vir de alto-falantes invisíveis — com eco, levemente distorcida, com aquela assinatura acústica típica de um espaço sonorizado. Essa é a voz de teatro. No set, você a produz através de uma combinação de microfonação, reverberação espacial e processamento de equalização direcionado. A voz não deve soar natural, mas sim transmitida eletromecanicamente — como se estivesse passando por um sistema de som (PA) ou um antigo sistema de anúncios de estádio.
A implementação prática geralmente começa na própria gravação. Você faz o locutor falar no microfone, mas com uma distância consciente e em um tom que pareça mais monótono e oficial do que a fala natural. Na edição e na mixagem de som, você então intensifica os efeitos: um plugin de reverberação (Reverb) simula um espaço grande e "duro" — típico de ginásios ou auditórios. Você escolhe um preset de reverb que pareça mais artificial, não orgânico como um reverb de igreja. Em seguida, vem o processamento de equalização: frequentemente, você aumenta levemente as frequências agudas (para enfatizar aquela presença de 2–4 kHz), reduz os graves mais profundos e comprime o todo levemente para torná-lo mais plano, mais mecânico. Às vezes, um plugin de distorção ou saturação também ajuda — não agressivo, mas sutil, para imitar aquela sobrecarga digital ou analógica de um equipamento mais antigo.
Usos típicos: anúncios de estádio em filmes esportivos, anúncios em trens ou aeroportos, vozes de apresentadores em shows ou premiações, sistemas de alarme em ficção científica. O efeito sinaliza imediatamente: esta não é a voz de uma pessoa que está ao seu lado na sala — é algo transmitido, técnico, oficial. Às vezes, você também trabalha com compressão multibanda para tratar bandas de frequência individuais de forma diferente e atingir essa característica sonora não natural com ainda mais precisão. A diferença em relação à gravação de diálogo normal é que aqui você trabalha conscientemente contra a autenticidade — quanto mais artificial e espacialmente distorcida, melhor funciona a voz de teatro.