Superfície opaca ou cartão preto que bloqueia opticamente uma área do filme para criar espaço de VFX. Técnica clássica in-camera, hoje realizada digitalmente.
Você precisa de uma área específica da imagem para compor algo depois — uma explosão, um prédio adicional, um personagem — mas não coloca simplesmente uma parede verde ou azul atrás. Em vez disso, você usa um matte: um material opaco, geralmente papel preto ou cartolina, que você coloca na frente da câmera ou monta diretamente na lente. Ele desloca opticamente parte da área do filme, de modo que essa área permaneça à prova de luz mais tarde e fique preta no negativo. Esse é o seu espaço reservado para efeitos visuais.
Isso funciona pelo princípio do matte painting, mas sem o componente pintado — pura bloqueio. No processo clássico, você trabalha com um matte com bordas definidas, cortado diretamente na frente ou atrás da lente. A posição é crítica: quanto mais perto da lente, mais dura a borda; quanto mais perto do set, mais suaves as transições por meio do desfoque. Você expõe a área livre normalmente, a zona do matte permanece sem exposição e é posteriormente o seu negativo mudo, que você incorpora em uma segunda exposição ou no processo de composição.
Hoje em dia, a maior parte é feita digitalmente: você filma a cena normalmente e usa o matte como um conceito de máscara na edição ou no pipeline de VFX. Em Nuke ou After Effects, você trabalha com máscaras geométricas ou orgânicas — mattes digitais — para excluir áreas e liberá-las para novo conteúdo. A vantagem: nenhuma fixação física no set, nenhum problema de exposição por bordas semitransparentes. A pureza óptica é mais fácil de gerenciar digitalmente.
Caso de uso clássico: você filma uma cena com céu natural, mas gostaria de inserir um céu digital ou motion graphics mais tarde. Um matte preto na parte superior da imagem bloqueia opticamente o céu — ideal para composição posterior. Ao contrário do keying (chroma key), aqui você não precisa de controle de iluminação nem de uma delimitação de cor limpa. O matte está lá ou não está. Remover é feito com caneta e papel, ou hoje em dia: com pinceladas na camada de máscara.