Os seis grandes estúdios de Hollywood (Warner Bros., Disney, Paramount, Universal, Sony, Fox) — controlam financiamento, distribuição e lançamento nos cinemas. Barreira de entrada para produções independentes.
Seis conglomerados determinam o que é construído no set, quem paga os salários e qual filme é exibido em qual cinema. Essa é a realidade econômica em que trabalhamos — e quem controla o financiamento e a distribuição, controla também as condições de produção. Warner Bros., Disney, Paramount, Universal, Sony e Fox — os Majors — não são empresas de produção no sentido clássico. São portões de financiamento e máquinas de distribuição que decidem quais histórias chegam aos cinemas e quais não.
Para diretores de fotografia e equipes, isso significa algo mais concreto: produções de Majors têm estruturas de orçamento rígidas, tarifas sindicais fixas (nos EUA através da IA, na Alemanha geralmente através de acordos coletivos da VSFP), seguros extensos e hierarquias estabelecidas. O produtor executivo responde ao executivo do estúdio, não ao diretor — pelo menos, quando o dinheiro fica escasso. Isso soa burocrático, mas na prática significa: cronogramas de filmagem não são negociáveis, o número de técnicos de iluminação é fixo, e mudanças no setup custam imediatamente dinheiro do orçamento planejado. A estrutura do estúdio cria previsibilidade — e atrito.
Os Majors também garantem séries de blockbusters, IP (Propriedade Intelectual) e talentos A-list através de contratos de longo prazo. Isso significa: seu diretor de fotografia favorito é contratado pela Disney, ou um estúdio compra os direitos de filme de um quadrinho antes mesmo de existir uma linha de roteiro. Produções independentes precisam se adaptar ao fato de que horários de cinema, infraestrutura de distribuição e, frequentemente, até mesmo equipamentos técnicos operam através de canais de estúdio — ou nem operam. Um filme independente sem distribuição de um Major muitas vezes acaba em plataformas de streaming ou festivais, não em um multiplex.
No set em si, a produção de um Major mal se diferencia — luz é luz, o 5K é o mesmo, seja para a Warner ou para uma produção independente de 2 milhões de euros. A diferença está na segurança do financiamento, na continuidade da equipe em filmagens mais longas e na certeza de que a pós-produção não falhará subitamente por falta de dinheiro. Este é um fator crucial para profissionais: Majors pagam pontualmente, independentes às vezes não. Por outro lado: projetos de Majors permitem menos autonomia criativa — o diretor de fotografia precisa se submeter às expectativas do estúdio, não à sua visão artística.