Película com revestimento magnético para gravação de som — padrão analógico antes do áudio digital. Durável, mas sujeita a dropout e desmagnetização com o tempo.
Trabalhar com filme magnético significou, por décadas, manusear uma substância física que armazenava som como nenhum outro meio antes da digitalização. A faixa — poliéster ou acetato como suporte, revestida com partículas de óxido de ferro — reage a impulsos elétricos de uma cabeça de gravação. O que você grava é literalmente gravado na estrutura magnética do material. Ao reproduzir, uma cabeça de leitura capta essa estrutura e a converte de volta em sinal elétrico. O princípio é de uma simplicidade cativante, mas a durabilidade — essa é a questão — não.
No set e na edição, o filme magnético foi indispensável por muito tempo. Sons síncronos eram gravados em rolos, rodando paralelamente ao material de imagem. A vantagem: você podia resincronizar trilhas individuais sem problemas, corrigir erros sem comprometer o filme inteiro. A mixagem de som era feita posteriormente em trilhas separadas de filme magnético — uma prática que moldou o ofício da mesa de som. Muitos postos de edição das décadas de 1970 e 1980 trabalhavam com os chamados equipamentos de sincronização, que reproduziam o filme e a fita magnética acoplados.
O problema: o filme magnético envelhece. O óxido de ferro se decompõe, a substância se torna quebradiça ou pegajosa — um fenômeno que os arquivistas encaram com horror. O armazenamento inadequado acelera drasticamente a deterioração. Calor, umidade, campos magnéticos próximos — tudo age de forma destrutiva. A digitalização de arquivos de filme magnético é hoje uma corrida contra o tempo. Muitas produções das décadas de 1960 a 1990 existem apenas nesses suportes frágeis.
Para o cinegrafista ou técnico de som moderno, o filme magnético é passado — mas um passado que ainda está materialmente presente em muitos arquivos. Quem restaura projetos antigos ou utiliza material de arquivo inevitavelmente se depara com ele. O som robusto e quente das gravações magnéticas é hoje considerado uma característica marcante dessa era, razão pela qual algumas produções optam conscientemente por filtrar gravações digitais através de simulações de filme magnético para reproduzir esse caráter sonoro.