Tecnologia de tela plana com gás ionizado entre painéis de vidro — cores brilhantes, amplo ângulo de visão. Obsoleta, substituída por LCD/LED, mas visível em material de arquivo.
Os displays de plasma foram por muito tempo a solução ideal para monitores grandes e de alto brilho em sets e salas de controle. O princípio é elegante: entre duas placas de vidro, há um gás ionizado — uma mistura de néon e xenônio — que é iluminado sob tensão elétrica. Cada subpixel funciona como um minúsculo tubo fluorescente. O resultado era impressionante: cores intensas, alto brilho e um ângulo de visão que permanecia utilizável mesmo visto de lado. Por muito tempo, esses dispositivos foram indispensáveis para salas de color grading e controle crítico de imagem.
Na prática, rapidamente percebemos onde estavam os limites. Os displays de plasma consumiam significativamente mais energia do que as tecnologias LCD posteriores — em uma filmagem de vários dias com vários monitores, isso se tornava um problema de custo. A emissão de calor era de 200-300 watts por aparelho: em uma unidade de edição móvel com ar condicionado, isso se tornava um problema real. E então havia a degradação do fósforo — após anos, um leve cintilação aparecia, especialmente em imagens estáticas. A gravação de logos ou displays de timecode era um perigo real se não se tomasse cuidado. Quem trabalhava muito com material de arquivo, que foi armazenado ou monitorado em tais dispositivos, conhece esses artefatos: leves tons de cor, luminosidade desigual em certas áreas da imagem.
Hoje, os displays de plasma praticamente desapareceram do fluxo de trabalho profissional. LCD e OLED os substituíram — melhor eficiência energética, design mais fino, sem problemas térmicos. Em material de arquivo e produções mais antigas, eles são frequentemente reconhecidos por sua qualidade de imagem característica: muito brilhante, às vezes super saturado em vermelho, e aquele típico nível de preto que nunca era totalmente preto, mas sim um cinza escuro. Quem realiza correções de cor em material dos anos 2000 deve ter em mente que os monitores nos quais esse material foi originalmente controlado tinham características muito diferentes dos monitores de referência modernos. Isso pode levar a distorções de cor sutis, mas persistentes.