Planta de animação — cada camada, marcação de timing e movimento de câmera plotados quadro a quadro. A espinha dorsal estrutural de uma animação precisa.
A folha de exposição é o documento central de planejamento e coordenação na animação clássica — um plano de camadas contínuo, geralmente manuscrito ou digital, que documenta cada quadro. Enquanto os storyboards esboçam a ação e o animatic dita o ritmo, a folha de exposição fixa o timing exato, a sequência das camadas e todas as instruções de câmera. É o elo entre o layout e o inbetweening, entre a visão artística e a execução técnica.
A estrutura é padronizada: cada linha corresponde a um quadro ou a um grupo de quadros (por exemplo, 24 quadros por segundo). As colunas documentam — da esquerda para a direita — número da cena, números dos quadros, posições da câmera (zoom, pan, rotação), ordem das camadas (fundo, camadas de personagem A, B, C, overlays, efeitos) e instruções especiais como dissolves, profundidade de campo ou hold frames. Um hold significa que uma célula desenhada permanece inalterada por vários quadros — uma economia de custos clássica. O animador anota, além do hold frame, a duração exata: "Quadro 12–15 Hold", por exemplo, significa que o desenho do quadro 12 permanece visível por quatro quadros.
No set (ou no plano de edição), o compositor ou a direção de animação trabalha diretamente com a folha de exposição: ela determina a sequência das células na mesa de câmera ou o empilhamento das camadas no compositing digital. Erros na folha se propagam por toda a produção — uma camada trocada ou um início de pan incorretamente desenhado custa retrabalho mais tarde. Por isso, as folhas de exposição são meticulosamente revisadas, muitas vezes várias vezes. Em estúdios com várias partes ou grandes, uma folha é liberada pelo chefe de animação antes que os inbetweeners comecem o trabalho. A folha permanece relevante mesmo na animação digital — apenas que lá ela é frequentemente integrada como uma planilha ou software de animação especial (Harmony, TVPaint) no gerenciador de projetos.
Historicamente, folhas de exposição manuscritas em papel milimetrado ou formulários especiais eram o padrão — a Disney e outros grandes estúdios desenvolveram seus próprios modelos. Elas mostram até hoje o DNA da animação: timing é tudo. Uma folha de exposição bem mantida faz a diferença entre uma agitação amadora e uma precisão coreográfica.