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DPX
VFX

DPX

Murnau AI illustration
digital picture exchange digital light processing de luxe color

Formato de imagem 10-bit sem compressão para mastering de digital intermediate — padrão em VFX, DCP e color grading. Pesa muito no armazenamento, mas é lossless do scan até a entrega final.

Você está na suíte de color grading e o colorista está carregando os dailies — e aí entra o DPX. Não comprimido, 10 bits por canal, sequenciado em pastas, cada frame um arquivo individual. Esse é o padrão da indústria desde a era do intermediário digital, porque aqui nada se perde entre o scan do negativo original e a versão final do filme. Cada pixel permanece exatamente como foi escaneado, sem artefatos DCT, sem fraquezas de compressão.

O DPX surgiu nos anos 1990 como um formato aberto do Digital Picture Exchange — desenvolvido exatamente para esse fluxo de trabalho: imagens de alta resolução e não comprimidas que transitam por redes, podem ser lidas em diferentes sistemas, manipuladas em compositing VFX e retornar para o color grading. O tamanho de armazenamento é considerável — uma imagem Full HD (1920×1080) em DPX de 10 bits: quase 8 MB. Uma produção de cinema de 90 minutos em 2K (2048×1556)? Você rapidamente precisa de 2–3 Petabytes para todos os cortes e versões. Esse é o preço da ausência de perdas. Por isso, os estúdios terceirizam o arquivamento, utilizam sistemas de fita LTO ou cofres baseados em nuvem.

Na prática, você tem várias variantes: DPX com canal Alpha para compositing, DPX em curvas Log (ao escanear diretamente do negativo) ou Linear para processamento posterior. Estúdios de VFX trabalham com ele sequencialmente — cada plano chega como uma pasta com 200, 300, 1000 frames, é composto em Nuke ou similar, e depois sai novamente como uma sequência DPX. O editor de montagem espera impacientemente, mas sem a qualidade DPX, a estabilidade de cor entre os plates de VFX e o material original seria questionável. Ao fazer o master DCP (Digital Cinema Package), você então converte do DPX para formatos intermediários comprimidos, mas os masters em si — DPX, arquivados em servidores seguros.

O inconveniente: cada sistema lê DPX de forma ligeiramente diferente. Ordem de bytes, metadados de espaço de cor, tratamento de timecode — aí surgem surpresas. Por isso, sempre se verifica contra monitores de referência e se trabalha com perfis de gerenciamento de cores. OpenEXR e ProRes RAW competem atualmente, mas no fluxo de trabalho clássico de masterização, o DPX continua sendo o padrão ouro — porque estúdios, arquivos e cinemas confiam nele.

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