Sinal formal de que uma cena ou setup está completo e a câmera para de rodar — o diretor chama "button" quando o último take está fechado. Diferente de wrap.
Assim que a câmera para e o diretor tem certeza de que a cena está completa — técnica e dramaticamente — ele grita "Button". Este é o sinal formal para o próximo setup. Não confundir com Wrap, que sinaliza que todo o dia de filmagem acabou. Button é a liberação operacional para uma mudança de cena, um novo ângulo, uma localização diferente. É o segundo em que a equipe sabe: não precisamos dessa tomada novamente.
A prática no set é uma rotina brutal. O 1º AD observa se o diretor acena com a cabeça ou gesticula — algumas direções trabalham com um claro grito de "Button!", outras dão um sinal silencioso com a mão. Imediatamente a equipe entra em ação: a câmera é retirada do tripé ou slider, os grips de iluminação realocam suas posições, a continuidade anota, o som documenta. O corte entre Button e o próximo slate é pura eficiência. Em contraste com "De novo!" ou "Mais um!" — então todos sabem que a tomada foi lixo ou incompleta.
Para nós, diretores de fotografia, Button também é um evento mental. Você sabe que a iluminação para essa tomada está pronta. Você pode respirar fundo antes que o próximo ângulo seja montado. Às vezes, são necessários dez takes até que Button seja dado — performance do ator, erro técnico, ou o diretor percebe de repente que o quadro não está certo. Isso é totalmente normal. Button não é perfeição, mas legitimidade: isso é utilizável para o filme.
O termo em si vem do vocabulário prático de sets de língua inglesa e se estabeleceu internacionalmente — simples, preciso, inconfundível. No espaço de língua alemã, às vezes se diz "Abschlag" ou "Fertig", mas "Button" é a padronização que todos entendem. Outra coisa é "Check the Gate" (necessário antigamente com filme, hoje obsoleto digitalmente), que vinha antes de Button — mas isso é outra história. Button não é controle de qualidade, mas liberação administrativa.