Movimento quadro a quadro — desenhado à mão, CGI ou stop-motion. Cada imagem é construída; nenhuma filmagem em live-action envolvida.
Cada quadro individual é deliberadamente posicionado, não capturado — este é o trabalho central na animação. Você não vê uma câmera gravando uma cena; em vez disso, o movimento é criado pela sequência de imagens estáticas, que são exibidas rapidamente o suficiente para que nosso olho as perceba como movimento fluido. Isso funciona a partir de 12 quadros por segundo, mas a maioria das produções modernas trabalha com 24 ou 25 fps — às vezes até 60 fps para ação rápida ou tomadas de efeitos visuais.
No tradicional processo de desenho à mão, um animador desenha quadro a quadro, muitas vezes com assistentes de "in-between" preenchendo os passos intermediários. O resultado é escaneado, colorido, composto. Na Stop-Motion (animação de bonecos, claymation), é mais físico: você move um personagem microscopicamente, fotografa, move novamente alguns milímetros — centenas de vezes para um único segundo. A Animação CGI utiliza software 3D: modelos são "rigados" (equipados com articulações digitais), keyframes são definidos, o software calcula o movimento entre eles. Isso não é uma gravação em tempo real; cada quadro é recalculado, renderizado.
No set ou na pós-produção, você frequentemente distingue passagens animadas de live-action pela sua característica qualidade de movimento. Uma câmera real captura a realidade física com todos os seus artefatos — desfoque de movimento, lens flares, aberrações ópticas. A animação pode imitá-los, mas precisa controlar cada parâmetro individualmente. Isso confere precisão, mas também um visual diferente — muitas vezes mais plástico. Por isso, alguns diretores usam intencionalmente motion blur ou "camera shake" digital também na animação, para que pareça mais natural. Outros brincam justamente com essa artificialidade: os movimentos de personagens animados podem ser exagerados, geometricamente precisos, antinaturalmente rápidos — dependendo da intenção narrativa.
Na prática, na edição e na colorização, você precisa ter um senso para isso: material animado é tratado de forma diferente de live-action. O cálculo de luz é artificial, mas muitas vezes consistente. Correções de cor que funcionam em filmagens reais podem "corrigir demais" a animação. Inversamente: a animação tolera estilizações mais extremas, porque de qualquer forma não é realista. Muitos filmes modernos misturam live-action com animação — então você precisa negociar as interfaces visualmente, para que ambos os mundos compartilhem uma linguagem visual.