Técnica de composição óptica dos anos 1950 — múltiplas exposições no filme para fundir primeiro plano e fundo. Precursora do motion control manual.
A composição óptica dos anos 1950 funcionava segundo um princípio simples, porém extremamente trabalhoso: a mesma película de filme era exposta várias vezes para unir elementos que não estavam simultaneamente diante da câmera durante a filmagem. O Processo Williams foi uma das abordagens mais sofisticadas dessa era — nomeado em homenagem ao óptico que aperfeiçoou a técnica. Em vez de cortar mattes brutos, utilizavam-se áreas continuamente iluminadas e mantidas escuras do negativo para compor objetos em primeiro plano em placas de fundo de forma integrada.
O fluxo de trabalho prático era rigidamente organizado: primeiro, filmava-se a ação principal diante de um fundo verde escuro ou preto — geralmente um simples setup de rolo de papel no estúdio. A câmera permanecia fixada em um tripé estacionário, ou utilizavam-se os primeiros sistemas de controle de movimento para movimentos de câmera controlados. Em seguida, rebobinava-se o negativo, mascaravam-se as áreas digitalmente (mais tarde opticamente) e expunha-se a placa de fundo — arquitetura, paisagem, elementos de efeitos — precisamente na área não utilizada do filme. Os tempos de exposição e os valores de luz tinham que corresponder com precisão milimétrica, caso contrário, surgiam linhas de emenda visíveis ou saltos de brilho que arruinavam a tomada.
A maior vantagem em relação ao simples matte painting ou rear projection: era possível combinar movimentos complexos do ator com fundos fotografados em várias camadas, sem que truques estáticos se tornassem visíveis. A desvantagem era brutal — cada erro significava uma tira de filme completamente arruinada. Perdas de geração devido à exposição múltipla levavam a granulação e queda de contraste, especialmente quando quatro ou cinco camadas se sobrepunham. Uma barra de controle ao lado da imagem ajudava no alinhamento das exposições individuais.
O Processo Williams dominou os efeitos visuais de blockbusters do final dos anos 1950 até o início dos anos 1970, antes que a digitalização e a ótica controlada por computador tornassem a técnica obsoleta. Hoje, é um relíquia da era analógica do celuloide — mas quem já trabalhou com impressões ópticas entende a precisão artesanal que estava por trás disso. Alguns antigos cinegrafistas ainda juram pela suavidade característica que a exposição múltipla conferia à imagem.