Som e imagem correm simultaneamente — sincronia labial, passos, batidas de porta. Gravado no set ou sincronizado em pós-produção com precisão.
Síncrono significa: som e imagem correm em exata concordância temporal. O ator fala, sua boca se move, ouvimos a voz no mesmo instante — ou uma porta bate, e o som vem simultaneamente. Isso é um desafio constante em termos de artesanato, pois imagem e som podem se dessincronizar repetidamente durante a produção, edição e mixagem.
No set, o síncrono é a rotina: o técnico de som grava enquanto a câmera está em movimento. A claquete e o timecode são as ferramentas para saber posteriormente qual gravação de som pertence a qual gravação de imagem. A maior armadilha está na gravação de diálogo — a sincronia labial é impiedosamente visível se o som estiver deslocado em apenas dois ou três frames. O olho perdoa mais facilmente um ruído de passos dessincronizado do que um lábio que se move antes de ouvirmos a palavra. Em documentários e longas-metragens, os requisitos se diferenciam: em entrevistas de documentário, muitas vezes é possível trabalhar com alguma tolerância; em diálogos em close-up em longas-metragens, a sincronia precisa ser perfeita.
Na edição, o síncrono se torna uma obsessão técnica. O editor alinha a trilha sonora exatamente ao momento visual. Em diálogos, frequentemente damos zoom nos lábios e ajustamos o som milissegundo a milissegundo até que se encaixe. Ferramentas como softwares de sincronia ajudam, mas o ouvido e o olho do editor decidem, em última instância. Com os foleys — os ruídos de movimento gravados posteriormente — isso se torna muito prático: passo a passo, movimento de mão a movimento de mão, o som é posicionado com precisão de tempo.
Frequentemente, o problema não é a gravação de som original do set, mas sim a mixagem. Quando o som ambiente de fundo, a música e o diálogo se juntam, a sincronia pode sofrer com o balanceamento de volume e efeitos. Um bom mixador de som mantém a precisão espacial e temporal enquanto molda o som. Síncrono não é perfeição por si só — é a base para que o espectador não seja arrancado da história, mas acredite inconscientemente na realidade do filme.