Técnico de cinema responsável pela projeção — foco, formato, brilho. Antes indispensável, hoje frequentemente automatizado, mas ainda crítico em estreias com DCP.
O projetor não fica sentado na sala escura assistindo ao filme — ele trabalha. Enquanto a tela exibe o filme, ele monitora o foco, a proporção da imagem e a intensidade da luz. No cinema digital (DCP), ele garante que os projetores estejam calibrados, que o contraste e a temperatura de cor estejam corretos. Com cópias em 35mm, isso era ainda mais intenso: foco manual durante a exibição, alternância entre diferentes máscaras de imagem (1.37, 1.85, 2.39), lidar com rasgos de filme. Hoje, automatismos cuidam de muitas coisas — mas em uma estreia ou em formatos especiais (IMAX, Laser), um projetor experiente senta-se no console dos equipamentos e controla.
Na moderna tecnologia de cinema, o papel do projetor foi significativamente reduzido. Muitos cinemas multiplex operam com pacotes DCP pré-fabricados, que rodam em grande parte automaticamente. O técnico se torna um supervisor — ele verifica as calibrações matinais, reage a erros, troca lentes para diferentes formatos de sala. Em caso de problemas técnicos ocasionais (arquivo carregado incorretamente, anomalias de luz, erros de sincronia de áudio), ele intervém. Em cinemas menores ou premium, o projetor ainda é um verdadeiro ofício — alguém que entende as máquinas, não apenas as opera.
Para cineastas e diretores de fotografia, o projetor é o último elo na cadeia de reprodução. Quem participa de uma pré-visualização ou estreia de DCP conversa com ele sobre a intensidade real da luz, a reprodução de cores na sala. O que se vê na sala de edição pode parecer diferente no cinema — o projetor calibra de acordo com a norma (especificações DCI), mas também de acordo com as particularidades de sua sala. Um bom projetor percebe imediatamente se a cor primária verde está dominando ou se os níveis de preto estão muito claros. Esse ajuste fino — depois que o filme sai da pós-produção — é seu território e pode influenciar significativamente a experiência de visualização.