Planejamento de todos os dias de filmagem, cenas e locações em sequência — o diretor de produção define o que será filmado e quando. Base para o orçamento e a alocação da equipe.
O produtor executivo senta-se diante do roteiro e de um mapa — e começa a calcular. Não com dinheiro, mas com dias, locações, disponibilidade de atores e condições de luz. Essa ordem, esse ritmo da produção, chamamos de programação. É a base sobre a qual tudo o mais se sustenta: o orçamento, o tamanho da equipe, o equipamento, a acomodação.
Na prática, funciona assim: o roteiro é dividido em cenas individuais (takes), calcula-se o tempo necessário para cada cena e, em seguida, elas são agrupadas não pela ordem da história, mas por critérios práticos. Todas as cenas na Locação A são filmadas juntas em três dias — não importa se ocorrem no início ou no fim da história. Todas as filmagens internas no Estúdio B são concentradas, todas as cenas noturnas são focadas em poucas noites. Isso economiza tempo de montagem e desmontagem, reduz aluguéis de locações e mantém a equipe estável. Um ator que precisa de apenas três dias é contratado exatamente para esses três dias — não por seis semanas.
A programação também determina quando equipamentos especiais serão mobilizados. Um guindaste fica planejado para três dias, não distribuído por toda a produção. Técnicos de iluminação são empregados de forma concentrada em dias de filmagem com necessidades complexas de iluminação. Pós-produções — especialmente com efeitos visuais ou filmagens em tela verde — podem ser planejadas com antecedência, pois se sabe quando essas cenas serão filmadas e quanto tempo de pós-produção será necessário.
Na prática, trabalha-se com planos de filmagem (também chamados de "stripboards"), onde cada cena é representada por uma tira. Essas tiras são movidas como blocos de construção até que um ritmo lógico seja criado. Fatores externos também entram em jogo: estações do ano para a vegetação correta, expectativas climáticas, férias escolares se atores infantis forem utilizados, disponibilidade de co-locações ou equipes de dublês. Uma boa programação não é simplesmente cronologicamente eficiente — é também ritmicamente inteligente. Dias de filmagem particularmente extenuantes são seguidos por uma sequência mais leve. Grandes dias de equipe alternam com elencos menores.
No set, rapidamente se percebe se a programação foi realista. Se as cenas regularmente não terminam no prazo previsto, o cálculo foi muito otimista. Bons produtores executivos, portanto, incluem deliberadamente "buffers" — não em todos os lugares, mas em pontos críticos. Eles conhecem a direção, a complexidade das cenas, a experiência da equipe. Programação, portanto, não é automática — é conhecimento de experiência, intuição e cálculo numérico ao mesmo tempo.