Estúdios de baixo orçamento do Hollywood dos anos 1930–50 — filmavam rápido e barato, geralmente B-movies. Hoje: metáfora para produção indie sem infraestrutura de grande estúdio.
Na década de 1930, a leste dos grandes estúdios — literalmente em outra rua — surgiu um ecossistema de produtoras que trabalhavam com orçamentos mínimos, pessoal ainda mais mínimo e ritmo máximo. Republic Pictures, Monogram, PRC: nomes que hoje ninguém mais se lembra, mas que na época dominavam o mercado de B-movies, seriados e "quickies". Os estúdios dessa área chamada Poverty Row não produziam filmes como obras de arte — eles os fabricavam como conservas. Uma semana de filmagem para um western completo, uma a duas tomadas por cena, atores que podiam ser contratados simultaneamente para três produções diferentes.
O modelo de negócios era radicalmente simples: comprar stock footage, alugar cenários dos grandes estúdios (que ficavam vazios à noite), juntar o enredo de roteiros de western que já haviam sido filmados centenas de vezes — e mandar para o cinema. A lógica econômica só funcionava se o Cost per Foot (custo por metro) estivesse dramaticamente abaixo da norma dos estúdios. Uma grande casa de produção gastava 500.000 dólares em um "A-Picture". Poverty Row filmava o mesmo tipo de história por 15.000. Os cinemas pagavam mesmo assim — os cinemas rurais e das cidades menores precisavam de material, e os cinemas de arte exibiam tudo o que podia ser projetado.
Para um diretor de fotografia ou editor, Poverty Row significava: artesanato sob pressão. Sem refletores de luxo, sem longas sequências de exposição, sem suíte de color grading. As câmeras (geralmente modelos antigos Bell & Howell ou Akela) permaneciam na mesma posição, pois a troca de configuração custava tempo. A edição seguia a lógica do filmado — a lógica da eficiência, não da estética. No entanto, ocasionalmente surgiam filmes surpreendentemente enérgicos, pois as restrições se tornavam criativas: enquadramentos apertados, contrastes fortes, economia visual que hoje parece purismo consciente.
Hoje, Poverty Row é menos uma geografia do que uma filosofia de produção. Cineastas independentes que filmam um longa de 90 minutos com 50.000 euros, dispensando a infraestrutura de estúdio, trabalham com o mesmo princípio — rápido, focado, econômico. Os meios se tornaram digitais, mas a mentalidade permanece: velocidade em vez de perfeição, pragmatismo em vez de ambição. Quem entende esse termo, entende também por que o cinema de baixo orçamento funciona — não apesar, mas por causa das restrições.