Velocidade de reprodução do áudio sincronizada com o framerate da câmera — qualquer descompasso causa erro de lip-sync. Essencial em videoclipes e cenas com playback ao vivo.
Trabalhar com playback no set significa: você reproduz a música ou o diálogo através de alto-falantes enquanto os atores ou músicos se apresentam em sincronia. A velocidade de playback não é arbitrária — ela deve ser ajustada exatamente à taxa de quadros da câmera. Se a música tocar, mesmo que minimamente, mais rápido ou mais devagar do que a câmera está gravando, surgirão erros de sincronia labial que não poderão ser corrigidos na edição. A 24fps (cinema) ou 25fps (PAL), imagem e som se desviam perceptivelmente em poucos segundos, mesmo com pequenas discrepâncias.
Na prática, isso significa: antes de iniciar o playback, o arquivo de áudio deve ser normalizado exatamente para a taxa de quadros do projeto. Uma música originalmente gravada a 48kHz/120 BPM requer uma velocidade de reprodução diferente da mesma música a 44,1kHz. Muitas produções usam players de playback dedicados, como sistemas Sennheiser IEM ou controladores de playback digitais, que garantem essa sincronização. Você define a taxa de quadros no sistema — o player ajusta automaticamente a velocidade. Sem mexer manualmente nos controles de áudio.
Torna-se especialmente crítico em videoclipes e gravações de performance ao vivo. Aqui, o espectador vê diretamente a boca dos cantores — qualquer desvio temporal é imediatamente perceptível. Por isso, durante a tomada, vários monitores estão em funcionamento: um para os performers (para que ouçam que estão em sincronia), um para o Diretor/AD, e geralmente também um controle visual de sincronia no video-tap. Algumas equipes trabalham com geradores de timecode para manter imagem e som acoplados em nível técnico.
Um erro prático acontece frequentemente em conversões de projeto: uma cena foi filmada em 23,976fps, mas a estação de edição está rodando internamente em 25fps. O arquivo de playback precisa então ser ajustado de tom — não simplesmente esticado, mas com preservação de tempo. Caso contrário, seu cantor de repente cantará como um esquilo ou um barítono. DAWs e players modernos lidam com isso, mas requer atenção no fluxo de trabalho. O ideal: sempre deixar o arquivo de playback ser preparado pelo departamento de som e compará-lo com o DIT antes de ir para o set.