Cenografia fotográfica — fotografias usadas como fundos cênicos, projetados ou impressos em grande escala. Solução econômica para sets amplos, especialmente em produções de estúdio antigas.
Fotografias em grande formato na parede do fundo — essa era a fotosenografia, um padrão especialmente nos anos 1920 e 1930 na produção de estúdio europeia. Em vez de construir cenários tridimensionais elaborados, cenas, paisagens ou arquiteturas eram fotografadas, ampliadas em formato de pôster e penduradas como fundo atrás dos atores. A câmera expunha a foto e a ação em uma única tomada — um composto puramente óptico, sem truques de animação.
A vantagem era clara: economizar espaço no estúdio, reduzir os tempos de filmagem, economizar dinheiro. Um interior que de outra forma custaria três semanas de construção era fotografado e montado em horas. O método provou ser particularmente útil para cenas de massa ou panoramas — era preciso apenas iluminar corretamente a ação em primeiro plano, o fundo fotográfico cuidava do resto. Produções alemãs e francesas o utilizaram sistematicamente; Murnau também trabalhou com ele, embora não como método de design principal.
A armadilha estava na exposição. A luz sobre os atores e a fotografia precisava ser precisamente ajustada — muito clara no fundo, tudo parecia plano e artificial; muito escura, o ator desaparecia opticamente no cenário. O Diretor de Fotografia precisava de experiência na separação de planos de imagem, ou seja, que a ação em primeiro plano e o fundo fotográfico exigiam grades de luz diferentes. A ótica da câmera também desempenhava um papel: distâncias focais muito curtas levavam a quebras de perspectiva entre o ator e o fundo fotográfico.
Com o advento da projeção traseira nos anos 1940 — projeção por trás através de uma tela translúcida — a fotosenografia direta perdeu terreno. A projeção oferecia mais flexibilidade e melhor controle sobre o brilho e o contraste. No entanto, o método de "papel de parede fotográfico" permaneceu um padrão em estúdios europeus por muito tempo para cenas estáticas e bem iluminadas. Mesmo hoje, algumas produções utilizam fundos fotográficos em grande formato por razões estéticas — não por pressão de custo, mas conscientemente como uma declaração visual, onde a textura granulada da fotografia ampliada é desejada.