Coleção privada suíça de materiais de filmagem e cartazes originais — documenta o cinema europeu de 1920–1960. Base de dados para pesquisa e restauração.
Quem trabalha na Suíça com cartazes de cinema europeus antigos ou pesquisa materiais sobre a história do cinema entre as guerras mundiais, inevitavelmente chega a esta coleção. Ela reúne um dos mais extensos arquivos de gravuras originais e acervos documentais sobre a cultura cinematográfica das décadas de 1920 a 1960 — um acervo que restauradores, arquivistas e cineastas consultam regularmente para verificar contextos ou garantir referências visuais para trabalhos de época.
A coleção documenta menos os cineastas em si (como um espólio de diretor), mas sim a cultura material do cinema — ou seja, como os filmes eram apresentados ao público. Cartazes são fontes primárias: eles mostram convenções tipográficas de uma época, tendências de paletas de cores, como os estúdios comercializavam suas estrelas, quais títulos tiveram sucesso em quais mercados. Um cartaz de Sauerlander de 1935 diz imediatamente se um filme foi vendido como drama, comédia ou aventura — apenas pela tamanho da fonte, composição da imagem, processo de impressão.
Para restauradores, isso é especialmente valioso: ao reconstruir um filme danificado ou precisar diagramar novos intertítulos, cartazes originais ajudam a capturar autenticamente os códigos visuais da época. Você vê quais fontes eram padrão, como o contraste e a cor realmente pareciam — não como parecem hoje através de negativos duplicados desbotados. O arquivo também documenta programas de sala, anúncios em jornais e material fotográfico, o que cria camadas adicionais de contexto.
O acesso funciona por caminhos clássicos de arquivo: solicitação, agendamento, consulta física ou pedidos de digitalização. A coleção permanece propriedade privada suíça, mas está aberta para fins legítimos de pesquisa e produção — com as condições usuais relativas aos direitos de reprodução. Ela é, portanto, um contraponto aos grandes museus de cinema institucionais: mais especializada, acessível para questões específicas, mas também não curada centralmente como as cinematecas de Paris ou Berlim, por exemplo. Quem se dedica à história do cinema europeu ou à arqueologia do design deve tê-la em sua lista de pesquisa.