Pixels com largura e altura diferentes — comum em DV e codecs de vídeo legados. O compositor deve corrigir a proporção de pixel, caso contrário a imagem aparece distorcida.
Você está trabalhando com DV ou codecs de vídeo mais antigos e de repente percebe: a imagem parece que foi espremida ou esticada lateralmente. A culpa é quase sempre do pixel não quadrado — uma relíquia da era do vídeo analógico que ainda persiste em alguns formatos. Enquanto gráficos de computador são baseados em pixels quadrados (aspecto de pixel 1:1), muitos padrões de vídeo trabalham com pixels retangulares, cuja largura e altura diferem. PAL DV, por exemplo, usa 720×576 pixels com um aspecto de pixel de 64:45, NTSC DV calcula com 720×480 e 10:11. Isso leva a uma distorção — rostos parecem artificialmente largos ou estreitos, círculos se tornam elipses.
No set, você raramente percebe isso, porque o monitor já compensa a proporção. Na edição e em VFX, isso se torna crítico: se você importar material DV para uma timeline quadrada sem corrigir a proporção do pixel, obterá uma imagem distorcida. Qualquer NLE profissional — Premiere, Final Cut, Avid — tem configurações para isso: você simplesmente define o formato correto do material de origem e o software escala automaticamente os pixels para 1:1. No compositor (After Effects, Nuke), o mesmo acontece através de "Interpret Footage" ou funções semelhantes. Sem esse ajuste, você ficará preso mais tarde.
A dica prática: salve os valores de aspecto de pixel para seus formatos comuns. HDV precisa de 16:9, certas variantes de MiniDV 4:3 — documentar o que entra no projeto economiza horas de depuração. Ao digitalizar material mais antigo ou trabalhar com footage de arquivo, a primeira coisa que você verifica é a proporção do pixel. Formatos modernos (ProRes, DNxHD, H.264) trabalham quase exclusivamente com pixels quadrados, por isso o problema diminui. Mas em arquivos de documentários, pós-produção ou projetos de broadcast, você ainda tropeça regularmente nessa armadilha invisível.