Padrão de transmissão com 1080 ou 720 linhas — base atual para TV e streaming. Difere do cinema DCI-4K em proporção de tela e amostragem de cor.
Quem filma hoje em dia, não escapa do HDTV — queira ou não. O padrão se define por duas resoluções: 1.920 × 1.080 pixels (Full HD, geralmente chamado de 1080p) ou 1.280 × 720 pixels (720p). A proporção de tela é 16:9, que é o padrão de broadcast há anos. Importante: HDTV não é um formato de cinema. É televisão, streaming, distribuição em tela — e quem confunde isso, rapidamente se depara com problemas técnicos.
No set, o padrão HDTV faz diferença principalmente na escolha da câmera e na frequência de quadros. Países PAL trabalham classicamente com 25 fps, regiões NTSC com 29,97 fps (ou 30 fps inteiros). Na prática, isso significa que uma produção europeia 1080p25 tem um visual diferente de uma americana 1080i60 — não apenas na taxa de quadros, mas também na percepção de movimento. Interlacing (o "i" em 1080i) é uma antiga muleta da televisão, enquanto a varredura progressiva (1080p) se consolidou há muito tempo, especialmente na edição e na distribuição online. Quem ainda trabalha com 1080i se frustra no fluxo de trabalho de pós-produção — o *deinterlacing* custa qualidade.
A diferença crucial para DCI-4K ou outros padrões de cinema está na amostragem (*sampling*) e na profundidade de cor. HDTV geralmente opera com *chroma subsampling* 4:2:0 — isso é suficiente para monitores de TV, mas parece pobre em uma tela de cinema grande. DCI-4K, por outro lado, trabalha com *full-color sampling* 4:4:4 e taxas de bits mais altas. Quem prepara material HDTV para cinema precisa fazer *upscale* e perde qualidade nesse processo. Isso não é o ideal, mas é o padrão em produções de baixo orçamento.
Na prática, isso significa para o planejamento: se o formato final é HDTV — streaming, transmissão de TV, web — então eu filmo nativamente em resolução HD ou superior. Nunca abaixo disso. Uma câmera 2K ou 4K com *downsampling* para Full HD é mais limpa do que uma câmera HD nativa com *upscaling*. Na edição, trabalho com sequências de *proxy* em qualidade de *proxy* (frequentemente ProRes Proxy), mas entrego sempre nas especificações HDTV exigidas — isso é econômico e evita conversões demoradas.