Distribuidora americana fundada em 1914 — controlava a distribuição de cópias para cinemas e o acesso às salas. Modelo monopolista até sua dissolução em 1935.
No início do século XX, o negócio cinematográfico americano era um caos total — estúdios produziam, distribuidores vendiam, exibidores compravam, e ninguém sabia quem controlava quem. A General Film Corporation arrumou a casa em 2014, mas não de forma democrática: foi fundada para criar uma infraestrutura monopolista que forçava todos os longas-metragens através de uma única rede. Era controle de distribuição com mão de ferro.
O modelo de negócios era simples e brutal: a GFC comprava os direitos de filmes, assumia sua duplicação e fabricação de cópias — um processo tecnicamente muito caro nos primeiros anos — e então os distribuía exclusivamente para cinemas associados. Os exibidores praticamente não tinham escolha: queriam os filmes mais recentes? Então paguem à GFC, recebam a cópia, e exibam-na no horário acordado. O estúdio não podia vender diretamente para o cinema. Era monopolização total da distribuição — um sistema de controle de rede que impunha sua posição de poder através do gerenciamento de cópias, não do conteúdo.
Do ponto de vista atual, isso é uma lição sobre digestão de monopólios: a GFC funcionou enquanto a concorrência estava fragmentada. Mas quando os próprios estúdios — Fox, Paramount, MGM — se fortaleceram e construíram seus próprios canais de distribuição, o modelo da GFC se tornou um anacronismo. Eles pagavam licenças aos produtores, mas controlavam cada vez menos o fluxo real dos cinemas. Em 1935, o sistema colapsou; a GFC foi dissolvida. Os grandes estúdios assumiram seu papel ou fundaram suas próprias subsidiárias de distribuição — Integração Vertical em vez de intermediário monopolista.
Para distribuidores modernos, a GFC é um modelo de advertência: monopólios por infraestrutura só se sustentam enquanto ninguém constrói uma alternativa. Assim que os produtores se tornam grandes o suficiente, eles constroem sua própria infraestrutura. Isso é irrelevante no set, mas fundamental no modelo de negócios — quem controla as cópias, controla o acesso. Isso só muda quando o próprio produtor se torna a cópia.