Miniatura ou elemento prático posicionado entre a câmera e o cenário principal — cria profundidade e integra VFX de forma prática, sem compositing pesado.
Você posiciona um modelo em miniatura ou um objeto prático diretamente na frente da câmera — entre ela e a cenografia principal — alcançando uma integração óptica que exigirá pouco trabalho posterior na composição. O modelo de proscênio funciona como uma ilusão óptica no espaço real: a profundidade espacial é criada pela proximidade física com a lente, não por efeitos digitais. Uma moldura de porta danificada em primeiro plano, uma treliça quebrada, uma placa de metal chamuscada — tudo pode funcionar como um modelo de proscênio e confere à cena autenticidade e dimensão instantaneamente.
Na prática no set, funciona assim: você monta o modelo em um rig separado ou em uma haste que sai do quadro ou é movida por controle de movimento. A profundidade de campo é crucial — frequentemente trabalha-se com aberturas pequenas ou foco seletivo para posicionar o modelo de proscênio na hierarquia espacial. Um erro comum: o modelo parece muito preciso, muito limpo. Poeira, arranhões, desgaste — uma pátina autêntica ajuda a integrá-lo ao ambiente. Em cenas com elementos CGI no fundo, você economiza trabalho de composição posterior e problemas de recorte (keying), pois a profundidade física torna o setup de tela verde desnecessário ou minimiza sua necessidade.
A eficiência reside na hibridização: você combina efeitos práticos com espaço digital sem precisar separá-los. Um interior de nave espacial destruído — modelos de proscênio da parede amassada em foco, com a ação ao vivo ou o ambiente CGI desfocados atrás. O espectador percebe imediatamente que está no espaço. Essa técnica foi especialmente utilizada nas décadas de 1980 e 1990, antes que o software de composição se tornasse tão complexo. Hoje, não é menos valiosa — reduz o tempo de processamento, melhora a credibilidade visual e dá ao diretor de fotografia mais controle sobre a linguagem visual final.
Importante: as escalas devem ser consistentes. Um modelo de proscênio na escala 1:20 na frente da câmera não pode ser combinado com um modelo 1:50 no espaço real — a distorção de perspectiva será imediatamente notada. O controle de movimento é seu amigo aqui, se o modelo de proscênio precisar se mover. E sempre: o material e o acabamento das superfícies devem combinar com o set principal, caso contrário, a iluminação o denunciará.