Escola estatal de cinema francesa em Paris — centro de formação em direção, fotografia, montagem e som. Elitista, altamente competitiva e trampolim de carreira para talentos europeus.
A escola de cinema parisiense La Fémis (Institut national supérieur de l'audiovisuel) funciona como o equivalente francês às escolas de cinema europeias estabelecidas — porém com uma seleção significativamente mais rigorosa e um foco mais direto na prática de produção profissional. Quem é aceito lá tem uma vantagem considerável na rede europeia de novos talentos. O currículo se divide em departamentos especializados: direção, cinematografia, edição, som, cenografia, produção. Diferente de algumas escolas com um estudo fundamental amplo, aqui se vai rapidamente para o ofício — os formandos não saem da escola com um lastro de teoria, mas com créditos de produção reais e uma lista de contatos da indústria.
O acesso é notoriamente seletivo. A taxa de aprovação é inferior a 5% — isso faz da Fémis uma barreira de entrada que assusta muitos talentos europeus, mas que também é almejada com determinação por outros. O processo de seleção testa não apenas o conhecimento técnico, mas também o discernimento visual e a postura de trabalho. Ao contrário de algumas escolas alemãs ou britânicas, onde os estudantes passam muito tempo em seminários teóricos, na Fémis se filma cedo e com frequência — os trabalhos dos estudantes são frequentemente realizados já no formato padrão industrial, não em formato de hobby acadêmico. Isso tem vantagens e desvantagens: os formandos estão prontos para o trabalho imediatamente, mas, em alguns casos, tiveram menos espaço para experimentação do que em outras escolas.
Para produtores e gerentes de produção, a Fémis é um local conhecido para a prospecção de talentos — não apenas para produções francesas. Cineastas alemães, belgas, suíços e escandinavos frequentemente têm formados da Fémis em suas equipes, pois a escola tem uma reputação estabelecida de solidez técnica e confiabilidade. Os diretores de fotografia e editores da Fémis são considerados bem preparados para coproduções europeias, frequentemente falam vários idiomas e conhecem os fluxos de trabalho de diferentes países. A rede funciona — quem estudou lá, mais tarde encontra projetos internacionais com mais facilidade.
A vida na Fémis é intensa e nem sempre confortável: as instalações no 16º arrondissement são funcionais, a formação é rigidamente estruturada, as taxas de reprovação também durante o curso não são baixas. Mas é justamente o elitismo e o processo de filtragem que tornam o diploma valioso — no set ou na sala de edição, um diploma da Fémis não é um selo de ouro, mas um sinal reconhecido de ofício fundamental.