Técnica de amortecimento acústico para sets de filmagem — reduz reverberação e ruídos externos com baixo custo. Essencial antes do rolar para garantir gravações de diálogo limpas.
Quem já teve que filmar em um galpão ou em uma construção bruta conhece o problema: o ambiente soa como uma catedral, cada palavra ecoa e o som se torna um desafio. É aí que entra o Dymat-Prozess — um método comprovado para preparar cenários acusticamente antes que a primeira cena seja gravada. Trata-se de atenuar o eco do ambiente e ruídos externos com um esforço mínimo de material, sem sacrificar a estética visual.
O método utiliza mantas de isolamento acústico especializadas — tipicamente espumas poliméricas autoadesivas ou materiais de betume, que são aplicados em paredes, tetos ou adereços. O nome refere-se à preparação sistemática: o espaço é mapeado acusticamente, identificando-se pontos de reflexão sonora e tratando-se seletivamente aquelas superfícies que geram mais reverberação. O crucial é a colocação — não um isolamento total (que seria caro e visualmente chamativo), mas uma cirurgia acústica estratégica. O teto e as áreas da parede traseira geralmente são suficientes; em cenas de diálogo, aproxima-se mais dos falantes. Paralelamente ao departamento de som, a cenografia trabalha em estreita colaboração para escolher materiais que possam ser posteriormente disfarçados — atrás de cortinas, sob tapetes ou em elementos de decoração já planejados.
No set, o Dymat-Prozess traz vantagens concretas: o engenheiro de som precisa de menos microfonação compensatória, a pós-produção precisa fazer menos redução de reverberação — e com isso, os riscos de produção diminuem consideravelmente. Já vi produções independentes subestimarem este método e falharem na pós-produção porque o som do ambiente não pode mais ser salvo. Em produções de alto orçamento, isso é padrão há muito tempo: a primeira semana de uma fase de ambientação inclui testes acústicos e preparação Dymat. Isso economiza tempo na gravação de som e evita refilmagens caras devido à má qualidade de áudio.
Uma dica prática: o processo funciona de forma particularmente eficaz como uma abordagem híbrida — combine o isolamento Dymat com mobiliário e têxteis moderados. Um espaço vazio apenas com material acústico soa morto; um espaço mobiliado com tratamento direcionado soa natural e ainda parece cinematográfico. O esforço compensa quando a primeira tomada de dublagem está correta e a edição não precisa ficar malabarizando com os sons do ambiente por tempo indeterminado.