Codec de vídeo MPEG-4 dos anos 2000 — comprimia HD em tamanho de DVD com qualidade aceitável. Hoje obsoleto; relevante apenas em arquivos legados e fluxos de trabalho antigos.
Em meados dos anos 2000, o DivX era uma realidade em todos os sets, em toda pós-produção — um codec de vídeo baseado em MPEG-4 que permitia comprimir uma produção completa de 90 minutos em Full HD em um DVD padrão. Isso parecia revolucionário na época. Para produções independentes, para cópias de distribuição, para prévias online rápidas, o DivX era o formato de compressão padrão antes que o H.264 e, posteriormente, o H.265 dominassem o mercado. A taxa de compressão era agressiva — até 4:1 com qualidade visual aceitável — o que significava que o material podia ser transportado, arquivado e enviado mais rapidamente.
Na prática, o DivX funcionava como um formato intermediário entre as filmagens RAW e os entregáveis finais. O Diretor de Fotografia ou o Colorista exportava cortes em DivX para exibições para clientes, festivais ou pré-estreias de acesso antecipado. Players de hardware reconheciam o formato, o que era relevante para a distribuição em players de DVD. No entanto, os parâmetros de codificação eram temperamentais — taxa de bits, intervalos de keyframe, codificação de dois passes — e uma exportação DivX com calibração incorreta podia levar a artefatos, blocos ou problemas de sincronização. Muitos editores tinham seus próprios presets, refinados ao longo de anos.
Hoje, o DivX está praticamente morto. O H.264 ofereceu melhor eficiência com a mesma taxa de bits, melhor suporte de hardware e sem taxas de licenciamento que o DivX originalmente acarretava. Plataformas de streaming padronizaram o H.265 ou o VP9. Quem ainda se depara com arquivos DivX antigos — em pequenos escritórios de produção, em arquivos, em estoques de backup — precisa de decodificadores especializados ou suítes de edição antigas para converter o material de volta. É um remanescente de uma era de transição entre DVD e streaming, semelhante a como o Quicktime ProRes 422 permaneceu uma ferramenta essencial, enquanto o DivX simplesmente saiu de circulação.
Para projetos atuais: irrelevante. Para arqueologia ou reconstrução de produções mais antigas: às vezes inevitável. O nome ainda é lembrado, o formato em si pertence ao museu.