Formato raw aberto da Adobe para cinema digital, baseado na especificação DNG.
Detalhes Técnicos
O Cinema DNG é baseado no contêiner TIFF e armazena cada quadro como um arquivo DNG individual com numeração sequencial. A compressão pode ser não comprimida, comprimida sem perdas (3:1 a 4:1) ou em uma variante com perdas (até 12:1). O formato suporta vários algoritmos de demosaicing para sensores com padrão Bayer e armazena metadados como balanço de branco, valores ISO e parâmetros específicos da câmera. O tamanho do arquivo varia entre 2-8 MB por quadro em resolução 4K, dependendo da compressão e da profundidade de bits.
História e Desenvolvimento
A Adobe anunciou o Cinema DNG em abril de 2012 na NAB, com a Blackmagic Design como primeira parceira de implementação. A Blackmagic Cinema Camera foi a primeira câmera com suporte nativo a Cinema DNG em 2012. A Hasselblad seguiu em 2013 com a série Lunar, enquanto a Kinefinity e outros fabricantes adaptaram o formato até 2015. A Adobe integrou o suporte a Cinema DNG no Premiere Pro CC e After Effects CC, enquanto o DaVinci Resolve oferece suporte nativo. Desde 2018, o desenvolvimento estagnou, pois formatos RAW proprietários como RED R3D e ARRI RAW dominam.
Uso Prático no Cinema
O Cinema DNG é usado principalmente em produções independentes e documentários, como em "Mogli - O Menino Lobo" (2016) para tomadas especiais de VFX ou em câmeras Blackmagic em "Mad Max: Estrada da Fúria" (2015). O fluxo de trabalho típico inclui a gravação em mídias CFast ou SSD, correção de cor subsequente no DaVinci Resolve e exportação como ProRes ou DNxHD para edição. As vantagens incluem controle total sobre a exposição e a colorimetria na pós-produção, além da independência de fabricante. As desvantagens incluem grandes volumes de dados (até 1 TB por hora em 4K) e seleção limitada de câmeras.
Comparação e Alternativas
O Cinema DNG difere de formatos proprietários como ARRI RAW ou RED R3D por sua abertura e compatibilidade multiplataforma. Ao contrário de codecs comprimidos como ProRes RAW, o Cinema DNG mantém todos os dados originais do sensor. Alternativas modernas incluem o Blackmagic RAW (BRAW), introduzido em 2018 como sucessor e que oferece melhor compressão com qualidade semelhante. Apple ProRes RAW e Sony X-OCN servem a propósitos semelhantes, mas são específicos do fabricante. O Cinema DNG permanece relevante para arquivamento e fluxos de trabalho multiplataforma, enquanto o BRAW é a escolha mais prática para câmeras Blackmagic atuais.