Som de aplauso gravado ou sintético — captado no set ou montado em biblioteca de som. Deve sincronizar com o ritmo do corte, nunca com a duração em tempo real.
O aplauso não se trata de gravações reais de um público de verdade — pelo menos, na maioria dos casos. O aplauso gravado no set é, em geral, pós-produção, porque um público ao vivo é incalculável e quebra o ritmo da edição. O sound designer trabalha, em vez disso, com reações de multidão gravadas, que ele ajusta temporal e dinamicamente à montagem. Isso significa: o aplauso tem que dançar com a edição, e não o contrário.
A prática funciona assim: ou se grava um aplauso real — para isso, são necessários atores amadores, um dia de estúdio e microfones tecnicamente limpos —, ou se recorre a material de biblioteca. O padrão de Hollywood são loops de aplauso de arquivos comerciais, que são empilhados e equalizados. Uma gravação real de aplauso muitas vezes dura mais do que o necessário, por isso é cortada, desvanecida, reverberada ou complementada com outro material. Importante: não basta deixar rodar um arquivo de aplauso de dez segundos desde o primeiro frame. Isso soa morto. Em vez disso, constrói-se tensão — primeiro alguns aplausos, depois crescendo, talvez misturado com assobios ou gritos —, e o pico é cortado de forma que coincida com um corte ou uma ação do ator.
Na televisão e em séries de comédia, o aplauso é uma ferramenta dramatúrgica. O sound designer não o utiliza apenas após as piadas, mas também controla com ele o timing do público. Em séries dramáticas, por outro lado, o aplauso desaparece — ou é usado de forma mínima, documental, quando uma cena realmente se passa diante de espectadores (como um número de palco). No documentário, o aplauso real muitas vezes é bom, porque a autenticidade conta; no longa-metragem, é mais artificial e, portanto, contraproducente.
Tecnicamente: o aplauso se encontra na faixa de frequência de 2–6 kHz (som de mãos) e 200–400 Hz (profundidade, rumor). Gravado diretamente, soa fino; posteriormente, geralmente se necessita de amplificação e reverberação. Um truque de mixagem é sobrepor diferentes takes de aplauso — assim se cria massa sem que pareça sintético. E sempre: não masterizar muito alto. O som do público nunca deve anular a curva de diálogo.