Fita gaffer colada na lente ou monitor marcando faixa de foco ou limites de quadro — referência visual rápida para o 1º AC, sem precisar verbalizar valores de foco.
O assistente de câmera cola uma fina tira de fita gaffer na rosca do anel de foco ou diretamente ao lado do monitor — uma ferramenta simples, mas indispensável para marcar visualmente pontos críticos de foco e limites de quadro. Em vez de falar valores numéricos ou distâncias, um olhar é suficiente: a tira sinaliza onde o foco deve estar ou onde a borda da imagem termina. No set, isso cria uma espécie de protocolo visual que funciona sob pressão — especialmente em movimentos rápidos de dolly ou em movimentos de follow focus, quando a coordenação verbal se torna muito lenta ou propensa a erros.
Na prática, a tira de marcação (viewing strip) é posicionada de forma diferente dependendo da tarefa: No anel de foco, ela marca o ponto de rotação preciso para transições de profundidade de campo — o assistente se orienta pela posição da fita, e não por escalas no anel, que não são padronizadas entre diferentes lentes de qualquer forma. No monitor ou na caixa de follow focus, linhas horizontais ou verticais são coladas para definir a segurança do quadro ou para indicar até onde um movimento de câmera pode ir sem estourar o enquadramento. Em material anamórfico ou com distâncias focais extremas, a tira se torna um ponto de referência crítico — às vezes em combinação com marcadores na bandeja da matte box.
A vantagem reside na velocidade e na redução da taxa de erros. Durante a filmagem, o focista pode acompanhar a tira com a visão periférica, sem tirar os olhos do monitor da matte box. Isso é especialmente crucial ao filmar com lentes anamórficas ou em trabalhos de foco raso (shallow focus), onde desvios de milímetros se tornam visíveis. A tira também documenta objetivamente onde estavam as posições críticas durante os ensaios — na próxima tomada, a mesma marcação, maior segurança. Alguns diretores de fotografia usam fitas de várias cores (vermelho para foco, azul para limite de movimento) para transmitir informações mais complexas mais rapidamente.
O manuseio é sensível à cultura: muitas tiras parecem caóticas e distraem; uma bem posicionada geralmente é suficiente. A tira deve poder girar com a lente (não colada muito forte) e ser removível sem deixar resíduos após o dia de filmagem — caso contrário, resíduos de cola se acumulam, causando problemas posteriormente. Em câmeras digitais com torres de lente fixas, a tira de marcação (viewing strip) há muito tempo se estabeleceu como padrão; em sets com orientação analógica ou com lentes anamórficas, ela é indispensável.