Cada quadro é gravado linha por linha de forma completa, sem entrelaçamento de campos. Padrão em cinema (24p) e aquisição digital moderna (25p, 50p).
A varredura progressiva significa que você grava cada quadro completamente em uma única passagem — linha por linha, de cima para baixo, sem atrasos ou interrupções. Isso é fundamentalmente diferente da entrelaçada (interlacing), onde duas semiquadros entrelaçados (linhas ímpares e pares) são escritos com um desfasamento temporal para simular uma televisão sem cintilação. Com a progressiva, toda a sua informação de imagem está disponível imediatamente.
No cinema e no digital moderno, trabalhamos quase exclusivamente de forma progressiva — 24p para cinema, 25p para o padrão europeu, 50p para produção de alta taxa de quadros. Isso tem vantagens enormes: você não obtém efeitos de "pente" em movimentos rápidos, o rastreamento de objetos na edição fica mais limpo e as conversões de câmera lenta funcionam com menos perdas. Especialmente em trabalhos de rotoscopia ou quando você brinca com ação, o progressivo fica imediatamente mais limpo. Trabalhar com material entrelaçado é uma tortura — os artefatos mordem você mais tarde na edição.
Na prática, isso significa: se sua câmera grava em 1080i (como algumas câmeras de broadcast), você precisa fazer o desentrelaçamento (deinterlace) imediatamente ou separar os semiquadros manualmente. Isso sempre custa informação. Solução melhor: escolher 1080p ou 720p progressivo desde o início. Na arquivagem — especialmente em DCP de cinema digital — o progressivo é o único padrão. Material 4K é esperado de forma progressiva, ponto final. Caso precise converter um arquivo entrelaçado legado, você precisará de um desentrelaçador decente, senão sua imagem se desintegrará.
Uma armadilha: a televisão PAL roda em 50i (entrelaçado), a NTSC em 60i. Se você precisa entregar para broadcast de TV nesses formatos, terá que tecer novamente a partir do progressivo — mas isso é automatizado e reversível. O material criativo real deve ser sempre progressivo. Na colorização (grading) e em efeitos visuais (VFX), o progressivo não é negociável. Designs modernos de sensores de câmera (RED, ARRI, Sony) sempre fornecem imagens brutas progressivas — isso é padrão.