Filme de exploração dos anos 1960 com baixo orçamento, conteúdo softcore e enredo mínimo. Estratégia comercial da era dos drive-ins que antecipou o cinema erótico moderno.
Os filmes de nu dos anos 1960 eram menos uma forma de arte do que um modelo de negócios pragmático — exploravam a zona cinzenta legal da época entre arte e pornografia e atraíam principalmente o público masculino em cinemas de segunda exibição e drive-ins. O enredo em si era completamente secundário: uma história superficial de um passeio à praia, da vida universitária ou de uma aula de arte simulada servia apenas como moldura para cenas de nudez pelas quais o público pagava para ver. A duração era propositalmente estendida — quanto maior o tempo de exibição, mais o público pagava —, e a sequência de edição era frequentemente dilettante, pois a qualidade não era o argumento de venda.
Para a produção desses filmes, não eram necessários atores estabelecidos nem grandes ambições técnicas. Uma câmera barata de 16 mm, cenários improvisados (frequentemente apartamentos particulares ou locais externos livres), atores amadores com pagamento mínimo e um roteiro que exigia no máximo três dias de filmagem — esse era o cálculo do orçamento. Alguns diretores filmavam vários desses filmes por mês. A distribuição era feita por exibidores independentes que não tinham acesso ao sistema dos grandes estúdios, o que, por sua vez, permitia que as autoridades de censura classificassem tais filmes como "fotografia artística de nudez", evitando assim sua proibição.
O padrão técnico era frequentemente subterrâneo — imagens granuladas, iluminação precária, gravação de som assíncrona. Mas foi exatamente essa crueza que esteticamente marcou uma era inteira: uso tonto do zoom, panorâmicas desajeitadas e o típico "ritmo de strip-tease" da montagem — planos lentos em corpos nus como contador de tempo de exibição. Alguns montadores trabalhavam deliberadamente com transições e efeitos de distorção para preencher tempo e disfarçar falhas de edição.
O impacto cultural e jurídico foi considerável: os filmes de nu estabeleceram um público para o cinema focado no corpo e facilitaram posteriormente a aceitação da pele nua em obras mais ambiciosas do mainstream. Paralelamente, surgiu toda uma categorização lexicográfica — a divisão subjacente em "Nudie", "Softcore" e "Exploitation" — que ainda hoje repercute na catalogação. Para o cinegrafista no set, "filmagens de filmes de nu" significavam, na prática: rapidez acima de qualidade, produção em massa em vez de artesanato.