Lente soviética 50 mm f/3,5 da KMZ (1948–1992) com design Tessar. Compacta e robusta, produz vignhetagem característica e estética vintage quente.
Detalhes Técnicos
A construção óptica segue o clássico esquema Tessar: uma lente frontal positiva, uma lente menisco negativa, seguida por um duplo encimentado de lentes positiva e negativa. A lente pesa 150 gramas com um comprimento de 39mm e um diâmetro de filtro de 40,5mm. O diafragma de íris de 6 lâminas permite aberturas de f/3,5 a f/16. Existiram três variantes principais: a versão inicial com corpo de latão cromado, a versão padrão de alumínio e a variante final anodizada preta. O tratamento óptico foi inicialmente simples, e a partir dos anos 1960, multicamadas.
História e Desenvolvimento
A KMZ introduziu a Industar-22 em 1948 como a lente padrão para as câmeras Zorki, baseada na licença alemã Tessar da Carl Zeiss. Até 1955, foram produzidas cerca de 400.000 unidades da versão inicial cromada. A versão de alumínio (1955-1978) atingiu uma produção de mais de 2 milhões de unidades. A variante final anodizada preta (1978-1992) marcou o fim da era analógica na KMZ com mais 800.000 lentes produzidas.
Uso Prático no Cinema
Cineastas documentaristas soviéticos utilizaram extensivamente a Industar-22 para filmagens de reportagem, devido à sua construção compacta e robusta. A abertura moderada de f/3,5 exigia sensibilidades de filme mais altas ou iluminação adicional em situações de luz ambiente. A lente produz uma vinheta característica e um leve desfoque nos cantos da imagem com a abertura máxima, que diminuem significativamente a partir de f/5,6. Cineastas modernos apreciam o visual vintage com reprodução de cores quente e contraste suave para produções de época ou independentes.
Comparação e Alternativas
Em comparação com a contemporânea Zeiss Tessar 50mm f/2,8, a Industar-22 oferece uma abertura a menos de luminosidade, mas custa significativamente menos. A Jupiter-8 50mm f/2 do mesmo período de produção oferece maior luminosidade com qualidade óptica semelhante. Alternativas modernas como a Voigtländer Color-Skopar 50mm f/2,5 ou a Zeiss ZM Planar 50mm f/2 superam a óptica soviética em nitidez e contraste, mas não transmitem o visual analógico característico do pós-guerra.