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ARRIRAW
Câmera · Técnica

ARRIRAW

Murnau AI illustration
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Formato raw proprietário e não comprimido da ARRI para máxima qualidade de imagem e flexibilidade na pós-produção.

Detalhes Técnicos

ARRIRAW entrega dados lineares em padrão Bayer diretamente do sensor CMOS com uma profundidade de cor de 16 bits por pixel. A taxa de dados é de aproximadamente 1,8 GB/minuto em 4K/24fps, aumentando para até 7,8 GB/minuto na ALEXA 65. O formato utiliza codificação logarítmica (Log-C), com valores ISO nativos variando de 160 a 6400. O armazenamento é feito em arquivos .ari com timecode e metadados integrados. A filtragem de cor interna é mínima, preservando a máxima flexibilidade na pós-produção.

História e Desenvolvimento

A ARRI introduziu o ARRIRAW em 2010 com a ALEXA, após câmeras de cinema digital exigirem cada vez mais alta qualidade de imagem. Em 2015, a ALEXA 65 expandiu o formato para resolução de 6,5K para produções IMAX. A ALEXA Mini LF (2019) trouxe suporte a formato grande, enquanto as câmeras ALEXA 35 atuais (2022) gravam ARRIRAW com até 120fps em 4K. O desenvolvimento contínuo foca em resoluções e taxas de quadros mais altas, mantendo a ciência de cor constante.

Uso Prático no Cinema

Emmanuel Lubezki utilizou ARRIRAW em "Birdman" (2014) para capturar os complexos movimentos de Steadicam com máxima preservação de detalhes. "Blade Runner 2049" (2017) usou o formato para as elaboradas cenas de VFX, pois os dados brutos permitiam color keys precisas. Workflows típicos passam pela ARRI Color Science (ACES) no DaVinci Resolve ou Baselight. Vantagens: máxima flexibilidade de correção de cor e redução de ruído. Desvantagens: imensa necessidade de armazenamento e processamento intensivo.

Comparativo e Alternativas

ARRIRAW compete com o formato R3D da RED, mas oferece tons de pele mais naturais através da ciência de cor da ARRI. Os formatos RAW da Sony (X-OCN) atingem qualidade semelhante com taxas de dados menores. O Canon Cinema RAW Light comprime mais, mas reduz a flexibilidade. ARRIRAW permanece o padrão para produções de ponta, enquanto ProRes RAW é suficiente para orçamentos menores ou trabalhos documentais. A escolha depende da pipeline de pós-produção, orçamento e estética de imagem desejada.

Notícias

A ARRI ALEXA 35 continua apostando no ARRIRAW como formato de gravação nativo, utilizando um sensor Super 35 de 4.6K. A câmera combina o formato RAW comprovado com a nova REVEAL Color Science para uma reprodução de cor mais precisa e um alcance dinâmico expandido. O ARRIRAW, portanto, permanece um componente central da geração atual de câmeras da ARRI.

Notícias

A ARRI ALEXA 35, com seu sensor Super 35 de 4.6K, continua a utilizar o ARRIRAW como padrão de gravação nativo. Além do comprovado formato ARRIRAW, a câmera também suporta gravação em ProRes, permitindo que as produções escolham entre qualidade de imagem máxima e workflows otimizados, dependendo dos requisitos. A integração da REVEAL Color Science expande as possibilidades de pós-produção RAW.

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