Faixas horizontais de luz azul características produzidas por elementos frontais cilíndricos de objetivas anamórficas quando a luz incide sobre o eixo óptico em ângulos de 15–45°.
Detalhes Técnicos
Os flares anamórficos surgem das lentes frontais cilíndricas com fatores de compressão de 1,33x a 2x, que refratam a luz horizontalmente de maneira diferente da vertical. Lentes anamórficas padrão, como as Panavision C-Series ou ARRI Master Anamorphics, produzem flares em ângulos de incidência de luz de 15-45° em relação ao eixo óptico. As características faixas azuis medem tipicamente 200-800 pixels de altura no formato Cinemascope 2,39:1. Lentes modernas, como as ARRI Signature Primes, oferecem características de flare controladas através de processos de multi-revestimento com até 12 camadas de revestimento.
História e Desenvolvimento
Henri Chrétien desenvolveu em 1926 o primeiro sistema anamórfico "Hypergonar" para o exército francês. A 20th Century Fox adaptou a tecnologia em 1952 como CinemaScope com "The Robe" como o primeiro filme de cinema anamórfico. Os efeitos de flare marcantes só ganharam significado estético consciente nos anos 1970 com filmes como "American Graffiti" (1973) e "Star Wars" (1977). O diretor de fotografia Haskell Wexler os utilizou propositalmente para criar atmosferas nostálgicas, enquanto Douglas Trumbull os empregou para atmosfera de ficção científica. Hoje, fabricantes como a Cooke, com as séries Anamorphic/i, oferecem intencionalmente diferentes intensidades de flare.
Uso Prático no Cinema
Denis Villeneuve e Roger Deakins usaram flares anamórficos sistematicamente em "Blade Runner 2049" (2017) para reforçar a atmosfera futurista, combinados com fontes de luz práticas. J.J. Abrams popularizou flares intensos em "Star Trek" (2009) através da iluminação direcionada das lentes com LEDs durante a filmagem. O fluxo de trabalho típico exige posicionamento preciso da luz com painéis HMI ou LED em um ângulo de 30-60° em relação à lente. Desvantagens: os flares podem cobrir detalhes e exigem tomadas adicionais sem efeitos de flare para a pós-produção.
Comparação e Alternativas
Lentes esféricas produzem flares redondos e concêntricos, sem faixas horizontais. A simulação digital de flares através de softwares como Optical Flares atinge 80% da autenticidade visual a um custo significativamente menor. Lentes modernas Full-Frame, como o sistema Panavision DXL, permitem looks anamórficos sem as desvantagens tradicionais. Lentes vintage, como as Kowa Anamorphics dos anos 1960, oferecem flares mais intensos e imprevisíveis, enquanto designs modernos como as Atlas Orion proporcionam efeitos controláveis.